
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã nesta quinta-feira (11), ao afirmar que as forças americanas irão atingir o país “com muita força” e que, em um futuro próximo, pretendem assumir o controle de importantes estruturas ligadas ao setor de petróleo e gás iraniano.
A declaração foi publicada por Trump em sua rede social, a Truth Social, em meio à escalada das tensões entre os dois países no Oriente Médio. Na mensagem, o presidente norte-americano afirmou que grande parte das capacidades defensivas e ofensivas do Irã já teria sido destruída e indicou que novos ataques militares ocorreriam ainda durante a noite.
Trump também mencionou a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, afirmando que os Estados Unidos pretendem assumir o controle de pontos estratégicos da infraestrutura energética iraniana.
A nova ameaça ocorre após a segunda noite consecutiva de ataques entre Estados Unidos e Irã. Segundo informações divulgadas pelos militares americanos, as ações tiveram como alvo sistemas de vigilância, comunicação e defesa aérea iranianos. Explosões foram registradas em diferentes regiões do país, incluindo áreas próximas ao estratégico Estreito de Ormuz.
Em resposta aos ataques, o comando militar iraniano anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz para o tráfego de embarcações, incluindo petroleiros e navios comerciais, afirmando que qualquer embarcação que tentar atravessar a região poderá ser alvo de ações militares.
Apesar do anúncio iraniano, autoridades militares dos Estados Unidos afirmaram que embarcações comerciais continuam transitando pela rota marítima, considerada uma das mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás natural.
A escalada do conflito também atingiu países aliados dos Estados Unidos na região. O Irã reivindicou ataques contra instalações militares localizadas na Jordânia, Kuwait e Bahrein, aumentando a preocupação internacional sobre uma possível ampliação do confronto no Oriente Médio.
Enquanto os ataques prosseguem, negociações indiretas entre Washington e Teerã seguem em andamento, embora o clima de tensão coloque em dúvida a continuidade de qualquer acordo de cessar-fogo entre os dois países.

